Ir para o conteúdo principal

Quais são os carros mais econômicos do Brasil por tipo de propulsão

Levantamento considera os dados mais recentes do PBEV 2025 do Inmetro

Honda Civic Advanced Hybrid 2026
Foto de: Honda

Com Leo Fortunatti - A última atualização do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, teve boas alterações em sua leve mais recentes de testes. A tabela de 2026, em especial, ficou marcada pela chegada de muitos carros de tecnologias de hibridização e elétricos, principalmente nas faixas de mercado mais altas.

Com as novas regras de emissão mais rígidas do Proconve L8, vigentes desde janeiro de 2025, muitos carros também tiveram que se adaptar para continuarem a ser vendidos. Mesmo assim, há quem tenha conseguido escapar sem muitas alterações em calibração ou propulsores. Abaixo, reunimos os modelos mais econômicos por cada tipo de propulsão, desde modelos a combustão pura até híbridos e elétricos. Veja quem se destacou.

Combustão: Chevrolet Onix 1.0 (1,38 MJ/km)

Reestilizado na linha 2026, o Onix manteve os conhecidos motores da família CSS Prime. Curiosamente, nenhum carro equipado com eles conta com sistema de hibridização e, no caso da família de compactos, também não há injeção direta.

Ainda sim, a norte-americana fez um bom trabalho na calibração do carro, algo destacado inclusive nos nossos testes de avaliação. Segundo o Inmetro, o hatchback com propulsor 1.0 aspirado é capaz de render até 82 cv e 10,6 kgfm. 

Na lista atualizada do PBEV, liberada no início deste ano, o Onix teve leve alterações: agora são 13,9 km/l na cidade e 16,6 km/l na estrada (contra 13,5 e 16,3 km/l). Abastecido com etanol, os números mudaram menos, registrando 9,5 km/l em uso urbano e 11,6 km/l em viagens (era 11,3 km/l e 16,3 km/l).

BYD Dolphin Mini EV 2026

BYD Dolphin Mini EV 2026

Foto de: Thomas Tironi
Geely EX2 (BR)

Geely EX2 

Foto de: Geely

Elétrico: BYD Dolphin Mini GL e Geely EX2 (0,39 MJ/km)

A guerra entre os dois hatchs elétricos mais vendidos do mercado também está presente na hora do consumo e mesmo que contem com motor e baterias de tamanhos diferentes, atingiram a mesma nota de 0,39 MJ/km no quesito eficiência.

No caso do BYD, o conjunto é composto por um motor elétrico, dianteiro, de de 75 cv, torque de 13,8 kgfm e bateria Blade de 30,08 kWh, oferecendo autonomia de até 250 km, segundo o Inmetro. Ela é um pouco menor do que a versão mais equipada, a GS, que possui bateria de 38 kWh e pode chegar aos 280 km.

Já no EX2, a Geely aposta em um sistema um pouco diferente. Ele é maior do que o Dolphin e possui tração traseira, sendo movido por um motor de 116 cv, torque de 15,3 kgfm e bateria de 39,4 kWh, com autonomia de até 289 km no ciclo InMetro.

Kia Niro HEV
Hyundai Kona HEV (BR)
Foto de: Motor1.com
Honda Civic Advanced Hybrid 2026
Foto de: Honda

Híbrido Pleno (HEV): Honda Civic, Kia Niro e Hyundai Kona (1,21 MJ/km)

Entre os híbridos plenos, aqueles modelos com motor a combustão e um ou mais motores elétricos que atuam tracionando as rodas, ainda que não necessariamente em conjunto, a guerra pela liderança ficou entre três modelos asiáticos. Dois deles, diga-se, compartilham plataforma e motorização.

É o caso dos Kia Niro e Hyundai Kona, que utilizam a base K3 e que já nasceu pensada em eletrificação. Sob o capô, ambos utilizam o Smartstream G4LL, composto por um 1.6 aspirado com injeção direta e 105 cv e 14,7 kgfm, enquanto o motor elétrico entrega 57 cv, ou 13 cv a mais para depender menos do motor a combustão e tracionar o carro, alimentado por uma bateria de 1,32 kWh.

O Niro, vale dizer, se destacou em nossos testes ao alcançar mais de 1.126 km entre cidade e estrada. A lista do PBEV cita 18,5 km/l (cidade) / 15,7 km/l (estrada).

Por fim, há o Honda Civic, atualmente em sua 11ª geração e vendido hoje unicamente como híbrido. Batizado como e:HEV, ele também está presente em modelos maiores da marca, como o Accord, mas ele brilha mesmo é no sedã médio. Para 2026, o Inmetro fala em 18,4 km/l (cidade) / 16,1 km/l (estrada).

O conjunto híbrido é formado por um motor 2.0 a combustão aspirado de ciclo Atkinson, ele gera 143 cv (a 6.000 rpm) e 19,1 kgfm (a 4.500 rpm). Existem também dois motores elétricos, sendo um gerador e o outro propulsor com 184 cv e 32,1 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de 1,05 kWh.

Híbrido Plug-in (PHEV): BYD King GS (0,49 MJ/km)

Entre os modelos plug-in, os híbridos que precisam ser abastecidos para terem toda a sua eficiência ativa, o grande vencedor é o BYD King GS. O modelo vem sendo uma pedra no sapato do Toyota Corolla HEV quando o assunto são vendas nos últimos meses. E, ainda que não tenha o prestígio nem goze da confiabilidade do japonês, não faz feio na parte técnica.

No King GS, o motor elétrico rende 197 cv (potência combinada de 235 cv) e a bateria de 18,3 kWh. Segundo o órgão, o consumo do sedã no modo híbrido é de 16,4 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada.

Híbrido-leve (MHEV): Fiat Pulse (1,72 MJ/km)

Por fim, entre os MHEV, quem se destacou foi o Fiat Pulse, responsável por estrear a tecnologia entre os modelos da italiana no país. É importante dizer que seu sistema de eletrificação é um dos mais simples existentes hoje, graças ao tamanho diminuto da bateria, de 0,132 kWh, e que não traciona as rodas. Isto não o impediu de se destacar entre seus pares.

Equipado com o mesmo 1.0 T200 de até 130 cv e 20,4 kgfm das outras versões, o SUV de entrada da Fiat tem consumo médio aferido pelo Inmetro de 9,3 km/l e 13,4 km/l na cidade, enquanto na estrada faz 10,2 km/l e 14,4 km/l, respectivamente. Na lista de 2026, com a chegada de novos modelos, sua eficiência acabou subindo de 1,54 MJ/km para 1,72 MJ/km, número que não alterou sua liderança.

PS: lista do Inmetro datada de 20 de janeiro de 2026.

Envie seu flagra! flagra@motor1.com