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M1 nas lojas: Fiat Mobi 2026 é só 3 cilindros com painel de Strada; vale a pena?

Vimos de perto as novidades do subcompacto que recebeu o primeiro reajuste de janeiro; motor Firefly agora é de série para toda a linha

M1 nas lojas: Fiat Mobi Treeking 2026
Foto de: Thomas Tironi

Carro mais barato do Brasil - a depender da semana e dos reajustes de seu principal rival, o Renault Kwid - o pequeno Fiat Mobi é a opção mais acessível para quem busca um carro 0km dentro da marca italiana. Para isto, aposta em uma receita bem conhecida desde seu lançamento, em 2016.

E, apesar de já contar com quase uma década de existência, a Fiat não esqueceu de seu modelo de entrada e promoveu boas mudanças na parte de comodidade, com a adoção de um novo painel interno, herdado da picape Strada, além de novo volante, que deram um leve fôlego ao pequeno.

Neste M1 nas lojas, pudemos conferir que o subcompacto continua sendo o mesmo Mobi de sempre. Ao todo, são 3.596 mm de comprimento, largura de 1.666 mm e 1.553 mm de altura. O porta malas também é um dos menores hoje no mercado, com 200 litros. Esse volume deixa o Fiat cerca com cerca de 90 litros a menos que seu principal rival, o Renault Kwid.

M1 nas lojas: Fiat Mobi Treeking 2026
Foto de: Thomas Tironi

Só três cilindros 

Ainda na linha 25/26, toda a linha do subcompacto passou a contar com motorização de três cilindros 1.0 Firefly no lugar do antigo Fire EVO herdado do Uno. A mudança não foi uma novidade total, visto que o propulsor chegou a ser opção das versões mais equipadas do Mobi em seus primeiros anos. 

A alteração para o Mobi 2026 veio em decorrência das novas regras do Proconve L8, em vigor desde janeiro do ano passado, e que exigiram adaptações de calibração no antigo propulsor, consideradas inviáveis pelo custo.

Ficha técnica   
Motor  1.0, aspirado, flex, três cilindros
Potência  75 cv (E) e 71 cv (G)
Torque  10,7 kgfm (E) e 10 kgfm (G)
Consumo urbano  9,8 km/l (E) e 14 km/l (G)
Consumo rodoviário  10,6 km/l (E) e 15,1 km/l (G)
Transmissão  Manual de 5 marchas 
M1 nas lojas: Fiat Mobi Treeking 2026
Foto de: Thomas Tironi

Nesta nova fase, o propulsor 1.0 Firefly do Mobi 2026 é capaz de render até 75 cv e 10,7 kgfm quando abastecido com etanol. Já no consumo, o Inmetro indica médias e 9,8 km/l e 10,6 km/l no mesmo combustível. O câmbio continua sendo manual de cinco marchas.

Os números de aceleração também melhoraram quando comparado ao antigo Fire EVO. Se antes o Mobi levava 14,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h, agora o mesmo é feito em 13,8 segundos. A velocidade máxima também está mais alta, passando de 152 km/h para 164 km/h. A direção também deixou de ser hidráulica e passou a ser sempre elétrica. 

M1 nas lojas: Fiat Mobi Treeking 2026
Foto de: Thomas Tironi

Interior de Strada 

A maior novidade, como dissemos, fica pela introdução do novo painel. Apesar de ser o mesmo utilizado na Strada, ele é claramente mais simples do que o utilizado na picape. Mesmo na versão mais cara, a Trekking, tabelada em R$ 84.990, os plásticos são mais simples, não tendo a mesma diversidade de texturas aplicadas no modelo maior.

Ainda assim, o novo painel melhorou consideravelmente o habitáculo do Mobi 2026. Há mais porta-objetos do que antes, enquanto o volante deixou de ter base redonda, passando a utilizar a mesma base mais achatada da picape. Na versão Trekking, ele pode contar ainda com controles de som.

M1 nas lojas: Fiat Mobi Treeking 2026
Fotos de: Thomas Tironi
M1 nas lojas: Fiat Mobi Treeking 2026
Fotos de: Thomas Tironi

Não foi desta vez, entretanto, que o Mobi passou a contar com tecido nos forros de porta, que são totalmente em plástico. Também não recebeu vidros traseiros elétricos. A versão de topo ainda conta com o curioso console de teto com porta-objetos e um segundo espelhinho, herdado da finada minivan Idea.

M1 nas lojas: Fiat Mobi Like 2026

M1 nas lojas: Fiat Mobi Like 2026

Foto de: Thomas Tironi

Duas versões 

De resto, o pacote de equipamentos das duas versões do Mobi é bem básico. Na Like (R$ 82.560), possui ar-condicionado manual, direção elétrica, banco traseiro rebatível, computador de bordo, rodas de aço de 14" com novas calotas escurecidas e pneus 175/65 e vidros elétricos dianteiros.

Opcionalmente, a Fiat disponibiliza o Pack Essential (R$ 990), que adiciona cinto do motorista com regulagem de altura, comando interno de abertura do porta-malas e da tampa do tanque de combustí­vel e retrovisores externos elétricos com função Tilt Down (Rebatimento automático retrovisor direito ao acionar a ré) e indicadores de direção.

M1 nas lojas: Fiat Mobi Like 2026

M1 nas lojas: Fiat Mobi Like 2026

Foto de: Thomas Tironi

Já para a aventureira Trekking (R$ 84.990), além dos itens da Like, viram equipamentos de série banco do motorista com ajuste de altura, barras longitudinais no teto, central multimídia de 7" com Android Auto/Apple CarPlay, volante multifuncional, porta-objeto no teto, chave canivete com telecomando, kit visual Trekking (adesivos, molduras nas caixas de roda e calotas com design exclusivo). Nela também está disponível o Pack Essential (R$ 990) e o Pack Top (R$ 2.000) que adiciona rodas de liga leve de 14'' com pneus 175/65 e sensor de estacionamento traseiro. 

Preços  
Mobi Like 1.0 Firefly  R$ 82.560
Mobi Trekking 1.0 Firefly  R$ 84.990
M1 nas lojas: Fiat Mobi Treeking 2026
Foto de: Thomas Tironi

Vale a pena?

Vendido essencialmente para frotas e vendas diretas, o Mobi  já não ocupa mais o imaginário do público comum. Muito disso se deve ao seu preço. Os últimos 10 anos foram especialmente cruéis com modelos de entrada, que tiveram que ser modificados e equipados para passarem pelo crivo da legislação e também pelo público, que já não aceitava mais levar para casa carros básicos. para comparação, o Fiat Mobi mais barato (sem ar-condicionado) custava R$ 31.900 em 2016.

É importante lembrar, também, que a diferença de preço de Mobi ou até mesmo um Renault Kwid é muito pequena para um VW Polo Track ou Fiat Argo, dois modelos compactos de fato, que cumprem a mesma função mas são consideravelmente maiores, o que permite uma versatilidade bem maior de uso do que os dois menores. 

No fim, o Mobi continua com todas as qualidades e defeitos pelos quais é conhecido desde seu lançamento. A diferença é que, passados dez anos, o mercado para o qual ele nasceu já não existe mais.

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