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Aston Martin venderá sua parte na Formula 1 para operar até o fim de 2025

Sem expectativa de lucros este ano, empresa deverá inclusive se tornar de capital fechado

2026 Aston Martin Vanquish Volante Review
Foto de: Chris Perkins / Motor1

Como diversas montadoras, a Aston Martin não está indo bem. As tarifas nos Estados Unidos e a demanda enfraquecida na China forçaram a marca a reduzir sua previsão financeira para este ano. Na quinta-feira, a companhia anunciou que provavelmente atingirá o break even até o final de 2025 em vez de ter lucro. Agora, a empresa está vendendo sua participação na equipe de Formula 1 e analistas dizem que pode até se tornar uma empresa de capital fechado para sobreviver.

A Aston Martin assinou uma carta de intenções de venda de suas ações de 4,6% na equipe de F1 para um desconhecido por US$ 146 milhões. A injeção de dinheiro no caixa na divisão de carros de sua devem ajudar nas operações diárias sem muitos efeitos na equipe de corrida. 

Enquanto a Aston não tem mais participação financeira na equipe, por lá seguirá conhecida como Aston Martin Aramco Formula One Team graças a um acordo comercial de longa duração entre as duas companhias. Se você conhece mais de F1, sabe que a equipe se chamava Racing Point antes do rebrand em 2021. Antes, era conhecida como Force India. 

Ao mesmo tempo, a Yaw Tree Investiments, o consórcio de investidores liderada por Lawrence Stroll que tem uma parte controladora na Aston Martin, irá aumentar sua parte de 27,67% para 33%, com um outro investimento no fluxo de caixa. Combinadas, as duas injeções devem significar operação sem interrupções até o fim deste ano. 

A Aston Martin pode sair do mercado de ações?

Um analista acredita que a Aston Martin pode se tornar uma empresa de capital fechado para reforçar ainda mais suas finanças. "O fechamento de capital está sendo considerado como um caminho a seguir", diz Orwa Mohamad, um analista da Third Bridge entrevistado pela CityAM. "Nossos especialistas afirmam que simplificar a estrutura de propriedade pode aumentar a agilidade, atrair parceiros de longo prazo e reduzir os encargos administrativos e financeiros da abertura de capital."

Aston Martin DBX 707 (BR)

A Aston abriu o capital em outubro de 2018, com ações cotadas a US$ 25,30, avaliando a empresa em US$ 5,76 bilhões. Atualmente, as ações estão sendo negociadas a apenas US$ 0,94, o que representa uma avaliação de US$ 1,01 bilhão, segundo a Hagerty. 

"Internamente, a Aston Martin está tomando medidas para mitigar custos, com ênfase especial na otimização da lista de materiais", afirma Mohamad. "No entanto, as medidas de corte de custos levam tempo para serem implementadas, e a recuperação da margem bruta não é esperada antes de 2027 ou mais tarde." A empresa tem uma grande vantagem nestes tempos incertos: compradores ricos, que não são tão afetados pelas oscilações econômicas quanto o comprador médio de carros.

"Apesar desses desafios, a base de clientes da Aston Martin oferece algum isolamento", afirma Mohamad. "Compradores do segmento de ultraluxo tendem a ser menos sensíveis à inflação e aos ciclos econômicos, o que dá à empresa maior flexibilidade de preços."

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