Anfavea celebra acordo do governo com China e garante chips para fábricas
Diálogo evita paralisação de montadoras brasileiras e mantém produção de veículos
O governo brasileiro conseguiu abrir canais de diálogo com a China para garantir o fornecimento de semicondutores essenciais à produção de veículos no país, afastando o risco de paralisação das fábricas. A iniciativa atendeu a um pedido da indústria automotiva, representada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), permitindo que empresas brasileiras solicitem autorizações especiais para importar chips caso enfrentem dificuldades devido a embargos internacionais.
O alerta surgiu após a intervenção do governo holandês na Nexperia, subsidiária chinesa da Wingtech, responsável por uma parte significativa do mercado global de chips para veículos flex. Como resposta, a China suspendeu temporariamente a exportação desses semicondutores, o que poderia afetar diretamente a produção de carros no Brasil, dado que existem poucas fornecedoras globais desses componentes essenciais.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ação para proteger o setor.
“Trata-se de uma excelente notícia. A cadeia automotiva emprega 1,3 milhão de pessoas e impacta diretamente setores como siderurgia, química, plástico e borracha. Hoje demos um passo importante para que a indústria continue crescendo e gerando empregos de qualidade”, afirmou Alckmin, em referência à prioridade solicitada junto à Embaixada da China para que as montadoras brasileiras não fossem prejudicadas pelas disputas internacionais entre China e EUA.
A Anfavea comemorou a medida e ressaltou que a rápida ação do governo brasileiro foi fundamental para evitar a interrupção da produção de peças e veículos. Segundo Igor Calvet, presidente da associação, o apoio do governo permite que as empresas da cadeia automotiva restabeleçam as compras de semicondutores rapidamente e normalizem o envio de peças às fabricantes, garantindo a continuidade da produção sem prejuízos. A entidade também agradeceu o empenho do vice-presidente Alckmin na articulação da solução.
Com a abertura de licenças especiais “caso a caso”, as montadoras brasileiras poderão importar os chips sem interrupções, evitando impactos na fabricação de veículos e assegurando estabilidade para a cadeia de suprimentos. A medida traz alívio para um setor estratégico, cujo funcionamento influencia diretamente a economia nacional e gera empregos em diversos segmentos relacionados, como autopeças, siderurgia, química, plástico e borracha.
A resolução do impasse também está alinhada a acordos recentes entre China e EUA, que indicam perspectivas de normalização do comércio de semicondutores em nível global. Para o Brasil, trata-se de um passo importante na proteção da indústria automotiva frente a tensões internacionais e à escassez de componentes críticos, garantindo a manutenção da produção e a segurança do emprego de milhões de trabalhadores.
Fontes: gov.br | MDIC, Comexdobrasil
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