Ir para o conteúdo principal

Novo Fiat 500 híbrido pode ter adiantado mecânica do sucessor do Argo

Subcompacto que nasceu elétrico passa a contar com versão híbrida leve utilizando o mesmo motor de Mobi e Argo

2026 Fiat 500 Hybrid
Foto de: Fiat

A italiana Fiat tentou manter o plano de eletrificação completa na Europa, mas o mercado pressionou a marca a rever a estratégia e reintroduzir o pequeno Cinquecento com motor a combustão. Para recuperar competitividade, o hatch retrô recorreu a um velho conhecido dos brasileiros e adotou eletrificação leve para reduzir consumo e emissões sem elevar demais o preço final.

Um dos grandes motivos, como sempre, é o preço. A nova geração do 500, quando lançada, subiu consideravelmente de preço, perdendo o apelo de custo e benefício - e o volume - de outrora. A alternativa encontrada pela Fiat surge agora com o 500 Hybrid, que utiliza um sistema híbrido leve capaz de auxiliar o carro em momentos específicos, como arrancadas e pequenas recuperações de rotação.

A grande surpresa está no motor escolhido para receber essa eletrificação. Até então, o sistema híbrido leve da Stellantis era aplicado apenas ao 1.0 turbo GSE, conhecido como T200, mas a Fiat decidiu expandi-lo ao 1.0 Firefly aspirado. A escolha chama atenção porque esse propulsor é amplamente utilizado no Brasil e pode antecipar uma configuração que deve aparecer no futuro modelo nacional derivado do Grande Panda, que deverá apostar pelo menos no híbrido leve.

Sob o capô, o 500 Hybrid usa exatamente o mesmo motor encontrado em Mobi, Argo, Cronos, C3, Basalt e 208. Na Europa, onde funciona apenas com gasolina, ele entrega 70 cv e 9,5 kgfm de torque, sempre acoplado a um câmbio manual de seis marchas. O desempenho exige paciência e reforça a proposta urbana do modelo, especialmente nas acelerações partindo da imobilidade.

Fiat 500 híbrido 2026
Foto de: Fiat

Mesmo com a retirada das baterias da variante elétrica, o 500 Hybrid continua pesado para seu porte. O hatch de duas portas pesa 1.055 kg, enquanto o conversível chega a 1.102 kg. Não há milagres: são necessários longos 16,2 segundos para atingir 100 km/h no hatch e 17,3 segundos no conversível, números compatíveis com o foco do carro, mas distantes de qualquer pretensão esportiva.

Além do hatch e do conversível, a Fiat oferece ainda a curiosa variante 3+1, que adiciona uma pequena porta traseira do lado direito com abertura invertida. A solução lembra o antigo Mazda RX-8 e melhora o acesso ao banco traseiro sem alterar as dimensões externas do veículo.

O que já sabemos do sucessor do Argo

No próximo ano, a italiana Fiat comemorará 50 anos de atuação no Brasil e, para isso, planeja um grande lançamento para marcar a data. Mais do que isso: fará um grande lançamento por ano até 2030. A apresentação para a imprensa durante o Salão do Automóvel de São Paulo confirmou os planos de renovação total da linha vendida hoje, e o primeiro deles deve ser o sucessor do Argo, o Grande Panda.

Na verdade, não exatamente o Grande Panda já vendido na Europa, mas sim um modelo derivado dele, com adaptações para o gosto e a realidade local. Ele fará parte de uma nova família de carros já confirmada no início do ano pelo atual CEO da italiana, Olivier François, cujo alcance será global.

Fiat Dolce Camper

Fiat Dolce Camper, apresentado durante o Salão do Automóvel, antecipa como será visual dos próximos carros da italiana na região

Foto de: Fiat

Entre as modificações do modelo para o país estarão as estamparias com o nome Fiat na traseira e Panda nas laterais, que devem dar lugar ao emblema que a marca usa hoje no Brasil, para simplificar e baratear a produção. O nome também deve mudar, podendo ser considerado a nova geração do Argo ou até ganhar um novo nome. 

Espere também por mudanças nas cores dos tecidos, nas opções de carroceria e em outras pequenas nuances, que devem ser mais conservadoras no modelo feito por aqui. Na Europa, a marca aposta bastante em tons vibrantes, como amarelo para a carroceria e interiores com detalhes em azul, escolhas que devem ser deixadas de lado no mercado brasileiro por preferências locais.

O motor, como citamos mais acima, deve continuar apostando na solução dos derivados da família Firefly. A Fiat - e o grupo Stellantis - não gastaria para atualizar a família de motores, adaptando-os para as regulamentações do Proconve L8 e com sistemas de hibridização para aposentá-los em breve.

Envie seu flagra! flagra@motor1.com