Novo BYD King é flagrado no Brasil e já está registrado no INPI
Modelo foi visto no interior de São Paulo e marca obteve o registro nacional para seu novo desenho
Lançado no Brasil em 2024, o BYD King demorou para ganhar tração, mas já começa a incomodar os sedãs médios tradicionais. Agora, tudo indica que sua primeira reestilização está próxima. Um protótipo com o novo visual foi flagrado rodando em Americana, no interior de São Paulo, segundo registro enviado pelo leitor @celso.bergamasco.
A mudança visual do BYD King corresponde ao facelift oferecido na China desde fevereiro, quando o antigo Destroyer 05 (nome do King em seu mercado natal) passou a se chamar Seal 05 DM-i. Lá, a BYD decidiu aproximar o sedã híbrido do elétrico Seal, com frente e traseira mais alinhadas à identidade global da marca. É uma forma de deixar o King menos isolado dentro da linha, corrigindo o descompasso visual entre os sedãs.
Por dentro do novo BYD King, porém, nada indica revolução. O interior visto no modelo asiático repete o arranjo conhecido: painel digital, central multimídia com tela giratória e comandos físicos no console. Um pacote que já funciona bem e deve seguir praticamente intacto, ao menos nesta atualização.
O BYD Seal 05 DM-i tem 4.780 mm de comprimento, 1.837 mm de largura, 1.515 m de altura e entre-eixos de 2.718 mm. Na prática, fica ligeiramente menor que o Seal EV, elétrico três-volumes que deve chegar ao Brasil como proposta mais cara. As rodas variam entre 16 e 17", com peso entre 1.480 e 1.580 kg, dependendo da versão.
O conjunto mecânico do novo BYD King também segue a receita atual: motor 1.5 aspirado de 74 kW (100 cv) combinado a motor elétrico de 120 kW (164 cv) com tecnologia DM-i de quinta geração. As baterias Blade de 7,68 kWh ou 15,9 kWh garantem 43 ou 90 km de autonomia elétrica no ciclo WLTC. Somando combustível e carga completa, a autonomia pode passar dos 2.000 km, segundo dados da própria marca. O consumo combinado declarado fica na casa dos 25,6 km/l.
Modelo já foi registrado no país
O facelift do BYD King não apareceu apenas nas ruas: o novo desenho industrial já consta no INPI, reforçando que a estreia nacional não deve demorar. A atualização faz sentido dentro dos planos de nacionalização da linha, já que o King está no radar para dividir produção com Dolphin e Song em Camaçari. Trazer o sedã com visual atualizado evita repetir o erro de lançar no Brasil um modelo que já nasceu defasado em relação à matriz chinesa.
Desde que chegou ao país, o King vem ganhando espaço de forma consistente. Foram cerca de 4.935 unidades entre junho e dezembro de 2024, além de 11.456 emplacamentos entre janeiro e novembro de 2025. O desempenho colocou o sedã da BYD na terceira posição em seu primeiro ano cheio e, em 2025, atrás apenas do líder Toyota Corolla entre os médios.
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