Motor diesel de Toro, Titano, Rampage e Dakota será feito na Argentina
Stellantis oficializou a localização do 2.2 turbodiesel usado por Fiat, Jeep e Ram, que deixará de ser importado de fora do Mercosul
Apesar de estar caindo em desuso na linha da Jeep, a opção de motor a diesel da Stellantis ainda se faz presente em diversos produtos da empresa oferecidos no Brasil e na América Latina. Estamos falando do 2.2 turbodiesel encontrado como opção em Fiat Toro, Jeep Commander e Ram Rampage, além de ser a única alternativa nas picapes médias Fiat Titano e a vindoura Ram Dakota.
Agora, a Stellantis confirmou na Argentina que o motor 2.2 turbodiesel deixará de ser importado de fora do Mercosul e passará a ser produzido na Argentina, mais especificamente na fábrica de Ferreyra (ARG) que recebeu investimentos de US$ 385 milhões de dólares. As informações são dos colegas do Argentina Autoblog.
Galeria: Teste Fiat Toro Ranch 2.2 TD450 2026
Diesel versátil
Mais especificamente, o atual 2.2 turbodiesel encontrado nas picapes de Fiat e Ram tem 4 cilindros, 16 válvulas, 2184 cm³ de capacidade, comando válvulas duplo no cabeçote e injeção direta. Independente da aplicação, ele é capaz de desenvolver 200 cv de potência a 3.500 rpm e 45,9 kgfm de torque a partir das 1.500 rotações.
A versatilidade vem de como ele aparece. Em Fiat Toro, onde o 2.2 turbodiesel apareceu pouco antes do lançamento da linha 2026, e Ram Rampage, o propulsor é montado transversalmente, como é comum para plataformas com origem em carros de tração dianteira ou com tração integral parcial sob demanda adicionada posteriormente. Para elas, o câmbio automático é de 9 marchas. É o mesmo esquema aplicado ao Jeep Commander atual.
A outra aplicação é mais tradicional: longitudinalmente. Tanto que é como o motor vai montado nas Fiat Titano e Ram Dakota. Nessa disposição, a prioridade é passar a força para o eixo traseiro. As picape médias da Stellantis com o 2.2 turbodiesel trazem um câmbio diferente, automático de 8 marchas, e sua tração é 4x4 de verdade, com caixa de redução divorciada.
Fonte: Argentina Autoblog
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