VW Kombi nos trilhos: um dia ela já andou com os trens
A VW Veículos Comerciais exibiu em feira de antigos na Alemanha uma raríssima Kombi usada na manutenção ferroviária de lá
O Bremen Classic Motorshow é tradicionalmente o primeiro grande evento obrigatório do ano no calendário alemão para fãs de carros antigos. Quando as portas do salão de exposições alemão se se abriram no final de janeiro, A Volkswagen Veículos Comerciais tinha um estande próprio trazendo algumas raridades, incluindo uma Kombi clássica elétrica.
Mas não era a única atração. Quem é fã da VW Kombi sabe que, mesmo no Brasil, onde acompanhávamos as mudanças europeias com décadas de atraso, a Velha Senhora oferecia uma versatilidade ímpar entre os comerciais da época. No entanto, você já viu uma Kombi que anda nos trilhos de trem? Pois é, essa foi uma das atrações mais raras exibidas em Bremen (ALE).
Galeria: VW Kombi T1 Draisina Klv 20
A Kombi para os trilhos: Klv 20 Draisine
Um destaque para os nerds da tecnologia e os amantes de curiosidades foi a Kombi Klv 20 . Por trás da sigla burocrática (que significa “carro pequeno com motor de combustão” em alemão) esconde-se uma das variantes mais raras do Kombi.
O veículo foi construído em 1955 para a Deutsche Bundesbahn (DB), autoridade ferroviária federal da Alemanha. A base era uma carroceria Kombi da primeira geração, que, no entanto, não foi colocada sobre um chassi rodoviário, mas sobre um quadro principal soldado especialmente para operação ferroviária. Em vez de volante e pneus de borracha, há rodas de aço e nem sinal de um volante.
VW T1 Bulli Draisine Klv 20
Com eixos de trem e sem ter como esterçar, a DB teve que inventar uma solução para virar a Kombi em trilhos de mão única, já que ela não atingia a mesma velocidade indo e voltando como os trens. Um macaco hidráulico foi instalado entre os eixos e ele baixa uma barra que ergue a Kombi para que ela seja virada no próprio eixo. O exemplar também abria mão dos faróis e lanternas de produção em favor de iluminação ferroviária tradicional, para seguir as rígidas regras das ferrovias alemãs.
No demais, era quase uma Kombi como qualquer outra. Mantinha o motor boxer a ar de 1.100 cm³, mas numa configuração industrial que entregava 28 cv de potência, sendo atrelado à conhecida transmissão transeixo de 4 marchas. Estima-se que apenas 30 unidades da Klv 20 foram produzidas.
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