Flagra: próximo Hyundai Creta apostará no espaço e em tecnologia
Projeto que dará origem também aos novos Kona e Tracker deverá ter banco igual de Mercedes-Benz e rodas aro 19
A coreana Hyundai está com suas atenções voltadas ao novo Creta de terceira geração. O SUV, já flagrado em testes recentemente, agora tem mais detalhes revelados de seu interior, especialmente no campo da tecnologia. O modelo, vale lembrar, dará origem ainda aos próximos Kona e Tracker.
Nestas imagens obtidas pelo portal indiano Rush Lane, o grande foco está na parte interna, que já se mostra consideravelmente maior do que a dos atuais SUVs vendidos pela Hyundai. Como referência, o Creta atual possui 2.610 mm de entre-eixos e 4.330 mm de comprimento, enquanto o Kona vai aos 2.660 mm e 4.350 mm.
Outro detalhe que chama a atenção, mas na parte externa, é o tamanho das rodas de liga leve. Contando com cinco furos, o protótipo das imagens possuía rodas de aro 19" e pneus 235/45, também maiores do que as rodas de 18" utilizadas nos Kona e Creta mais refinados.
O novo perfil também sugere posicionamento mais premium para o modelo, que deve apostar mais em tecnologia para ser o principal SUV compacto da marca globalmente.
Apesar de ainda não utilizar texturas finais, algo comum na fase de testes, já podemos ter alguma noção do que esperar do visual dos forros de porta, dos bancos, console e de parte do painel. A ideia é que ele reproduza o estilo mais retilíneo dos Hyundai atuais, como o Santa Fé e a linha Ioniq.
O banco do passageiro dianteiro também passará a ser elétrico, com um ajuste específico para quem vai atrás, ao melhor estilo Mercedes-Benz, que permitirá deslizar o assento dianteiro para frente ou recliná-lo para liberar mais espaço para as pernas de quem vai atrás.
Um projeto, três carros
Segundo nossos colegas da Auto Esporte, além do novo Chevrolet Tracker, o próximo Creta também dará origem a um novo Kona, SUV híbrido compacto da marca, que pulará a reestilização de meio de vida da geração atual em favor de um modelo totalmente inédito, agora unificado com seu primo vendido hoje com propulsores somente a combustão.
Corrobora com a unificação o fato de o protótipo flagrado contar com o código SX3. A geração atual, vendida hoje no Brasil em duas versões, a Ultimate (R$ 215.590) e a Signature (R$ 235.690), tinha código SX2. O novo Creta, ainda segundo a revista, é conhecido internamente no Brasil como SX3b.
Como o Creta sempre teve posicionamento dentro da gama como uma versão de baixo custo focada em mercados emergentes, não seria surpresa se a versão feita por aqui utilizasse o mesmo projeto, mas com diferenciação em motores, detalhes e equipamentos. Pense, como exemplo, no que acontece entre o Citroën C3 brasileiro e o C3 europeu.
Visual deve ser polêmico
Apresentado durante o Salão de Los Angeles (EUA) do ano passado, o conceito Crater passou relativamente despercebido quando surgiu, mas os novos flagras do SUV e a semelhança da silhueta geral acenderam um sinal de que muito do que veremos nos próximos SUVs compactos da coreana já estava presente no Crater.
Ainda segundo a Auto Esporte, é dele que sairá a nova linguagem visual dos Creta/Kona vendidos globalmente e, consequentemente, também do Creta vendido e produzido no Brasil. A revelação do modelo global não deve demorar a acontecer, possivelmente já ocorrendo em 2027.
O visual geral indica uma barra de LED na parte superior, ao estilo do que já está presente hoje no Kona, com os faróis sendo divididos em dois blocos. O mesmo deve ser feito na traseira, com lanternas mais finas.
Como é o acordo entre Hyundai e Chevrolet
Anunciado em agosto do ano passado, os dois grupos automotivos assinaram um acordo para o desenvolvimento de cinco novos modelos, com foco nas Américas Central e do Sul, em segmentos importantes como hatches, SUVs e picapes compactas e picape média, onde pelo menos uma delas, se não as duas, atuam hoje no mercado brasileiro.
O desenvolvimento da família de compactos ficará com a Hyundai, mas não significa que terá um Onix com cara de HB20 ou um Tracker com cara de Creta, apenas com logo trocado. O comunicado deixa claro que compartilharão plataforma e alguns componentes, mas o design interno e externo ficará a cargo de cada empresa, com seu respectivo DNA - fica a questão sobre a mecânica, principalmente híbrida, se serão compartilhadas ou se cada uma terá a sua.
Isso acontecerá a partir de 2028 até 2030. Ao mesmo tempo, a Hyundai já roda com a nova geração do HB20 em testes no Brasil e pode adiantar o que esperar de um novo Onix anos depois. Diferente das gerações anteriores, entretanto, ambas as marcas devem trocar seus sedãs por pequenos SUVs de entrada, com foco em concorrer com VW Tera, Fiat Pulse e companhia.
O candidato para tal é a nova geração do Hyundai Bayon, que derivará diretamente do novo I20. Este, por sua vez, deve ser unificado com o HB20 brasileiro, como já antecipamos. A principal razão é o volume; não se justifica mais criar um modelo 100% desenvolvido com foco em mercados emergentes.
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