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30% é pouco? Ministério já estuda 35% de etanol na gasolina comum

Pasta de Minas e Energia gastará R$ 30 milhões avaliando a viabilidade técnica da mudança

Abastecimento de combustível
Foto de: Motor1.com

O Ministério de Minas e Energia (MME) estruturou uma rede nacional de pesquisa para avaliar a viabilidade técnica do aumento da mistura de biocombustíveis nos combustíveis comercializados no Brasil. A iniciativa conta com investimento de R$ 30 milhões e apoia a implementação da Lei do Combustível do Futuro.

O projeto faz parte do programa “Política com Ciência”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e terá duração de três anos, com foco em testes laboratoriais e avaliações em veículos e motores. Desde agosto de 2025, a gasolina comum já conta com 30% de etanol na mistura, sendo que anteriormente esse índice era de 27,5%.

Galeria: Governo quer aumentar nível do etanol na gasolina para baixar preços

Misturas mais altas em estudo

O objetivo é gerar evidências técnicas para viabilizar o aumento das misturas previstas na legislação, que incluem:

  • Diesel com até 25% de biodiesel (B25)
  • Gasolina com até 35% de etanol (E35)
  • Os estudos irão analisar qualidade, segurança e desempenho dos combustíveis, além de impactos em consumo, eficiência energética e emissões.

Testes e análise técnica

O projeto prevê:

  • análises físico-químicas das novas misturas
  • testes de desempenho em motores
  • desenvolvimento de metodologias de monitoramento da qualidade
  • Os dados gerados devem servir de base para decisões regulatórias e políticas públicas voltadas à expansão da matriz energética.

Rede nacional de pesquisa

A iniciativa reúne uma ampla rede de instituições científicas e tecnológicas. A coordenação ficará a cargo do centro de pesquisas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Também participam:

  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)
  • Instituto Mauá de Tecnologia (IMT)
  • Instituto Nacional de Tecnologia (INT)
  • LACTEC
  • Universidade Federal de Goiás (UFG)
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Próximos passos

Paralelamente, o MME também coordena estudos no âmbito do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, com planos de testes para misturas B20, B25 e E35. No caso do biodiesel, o plano foi submetido a consulta pública, permitindo contribuições de especialistas, montadoras, fabricantes de motores e agentes do setor.

Segundo o governo, o objetivo é garantir que qualquer avanço nas misturas obrigatórias seja baseado em evidências científicas robustas, reforçando a segurança energética e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

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