Teste: Ram Rampage 2025 evolui bem com novo 2.2 turbodiesel
Mais potência e torque melhoram o uso da picape sem prejudicar (muito) o consumo
Se por anos o 2.0 turbodiesel da Stellantis foi o ponto de destaque em modelos como o Jeep Renegade e Compass, sua hora chegou. Aos poucos, ele será substituído pelo 2.2 turbodiesel, uma evolução mais moderna e potente que faz sua estreia na Ram Rampage, curiosamente o produto da Stellantis mais novo que utilizava o antigo turbodiesel.
Com pouco mais de 1 ano e meio de mercado, a Rampage 2.0 turbodiesel sai de linha e entra este novo motor. Ruim para quem comprou pela desvalorização rápida de um produto novo, mas bom para quem agora levará 200 cv para casa, ou 30 cv extras na comparação com seu antecessor. Para este primeiro teste, aqui está a Ram Rampage Rebel 2.2TD, de R$ 265.990.
Não, não é o motor da Titano...
Como já mostramos aqui, a Rampage não compartilha o motor 2.2 turbodiesel da Fiat Titano. É um motor mais moderno, uma evolução do 2.0 turbodiesel, com um sistema de injeção mais eficiente e inteligente, turbo de geometria variável e coletor de admissão variável. Saem os 170 cv e 38,8 kgfm, entram 200 cv e 45,9 kgfm, uma evolução considerável e há tempos necessária, principalmente na Rampage.
Com essa força extra, a engenharia aproveitou para alongar o diferencial da Rampage 2.2 TD em 14%, o que afeta todas as nove marchas, além de uma recalibração do sistema eletrônico no geral, apesar de manter os mesmos componentes tanto pro câmbio quanto para o sistema de tração integral automática - inclusive a reduzida que, na verdade, é a primeira marcha mais curta para atender essa utilização, não uma caixa redutora por completo.
Pode parecer pouco, mas são essas mudanças que transformam a experiência com a Rampage diesel. Com o 2.0 turbodiesel, não era ruim, mas já dava pra perceber um trabalho para contar principalmente as emissões e, em uma picape que chega perto das 2 toneladas, não era mais suficiente. Tanto por um acelerador amansado ou pela demora para realmente embalar, a Rampage diesel anterior acabou não agradando tanto o comprador, que olhava para o 2.0 turbo a gasolina, com 272 cv.
Como um motor muda quase tudo
Não precisa ir longe para perceber como o 2.2TD melhorou a relação entre motorista e a picape. Não precisa pisar fundo para a Rampage ganhar velocidade e o câmbio de nove marchas aproveitar o torque, que está disponível já a 1.500 rpm. Não temos mais aquela lentidão de reação do 2.0 turbodiesel e, até por não precisar acelerar tanto, fica mais confortável para dirigir.
Mais reativa, ela é mais esperta e confiante para sair na frente nos semáforos ou fazer ultrapassagens - em nossos testes, foi de 12,3 s para 9,7 s no 0 a 100 km/h, assim como as retomadas foram da faixa dos 9 segundos para a linha dos 7 segundos. Com o torque extra, o câmbio faz menos reduções e prefere manter a marcha para subir a rotação a partir do torque que o motor tem, o que colabora no conforto acústico e de vibrações.
Em consumo, o urbano foi de 10,2 km/litro para 10,9 km/litro, algo que deve ser celebrado considerando o aumento de potência, mas muito creditado ao motor melhor em baixas e essa nova calibração da transmissão. Na estrada, onde esperávamos uma melhora pela relação mais longa, a Rampage foi de 15,1 km//litro para 14,1 km/litro, uma perda que é compensada pelas melhores respostas da picape em velocidades mais altas. Cavalo anda, cavalo bebe?
E isso fez bem para a Rampage, pois o restante do conjunto da picape sempre foi bom. A suspensão tem a boa relação entre conforto e dirigibilidade que já conhecemos, principalmente pelo conjunto multilink na traseira, mesmo na versão Rebel e seus pneus de uso misto em rodas de 17", que passam só um pouco mais de vibração pro conjunto quando comparados aos pneus de asfalto.
Gasolina ou diesel?
Por R$ 265.990, a Rampage Rebel diesel fica R$ 3 mil abaixo da Rampage Rebel 2.0 turbo a gasolina, de R$ 268.990 - a mesma diferença vale para a Rampage Laramie entre seus motores. O pacote de equipamentos é semelhante entre suas versões, mudando apenas a capacidade em peso da caçamba, com pouco mais de 1 tonelada na diesel.
Com esse motor 2.2TD, as versões diesel ganham fôlego, literalmente, na briga interna com as 2.0 turbo a gasolina. Ainda não chega nos números de desempenho (como 7,3 segundos no 0 a 100 km/h e retomadas na faixa dos 5 segundos), mas o consumo é consideravelmente melhor, mesmo com o diesel mais caro que a gasolina - a mais potente marcou 6,3 km/litro na cidade e 11,9 km/litro na estrada.
Fato é que este motor coloca a Rampage em uma posição bem melhor na briga por compradores. Não só pela potência em si, mas como ficou mais confortável de dirigir em diversos sentidos. Para um produto bom, faltava um motor que estivesse no mesmo patamar.
Fotos: Mario Villaescusa (para o Motor1.com)
Ram Rampage 2.2TD AT9
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Ram Rampage 2027: veja como ficaram as versões e os preços
Motor1.com Podcast #320: multa por celular, "Mini Placa" e Cerveja Zero; o que diz a Polícia Militar?
Oficial: Ram Rampage 2027 se torna a primeira picape flex da história da marca
Super Veloce entrega o primeiro UNICO ao proprietário; carro vale R$ 1,5 mi
Tal qual Compass, Ram Rampage 2027 ganhará motor 2.0 turbo flex
Renovação automática de CNH para bons motoristas é aprovada, mas não será automática
Ram Rampage Big Horn 2026 aposta em preço sem perder prestígio