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Mercedes-Benz confirma Classe A até 2028, mas produção sai da Alemanha

Hatch criado para rivalizar com Audi A3 e BMW Série 1 passará a ser produzido na Hungria

Mercedes-Benz Classe A 200 AMG Line 2024 (Brasil)

Há não muito tempo, a Mercedes-Benz anunciou que seu carro mais acessível, o Classe A, seria descontinuado em favor de uma nova política de realinhamento da linha, focando em carros maiores e mais rentáveis. No entanto, o hatch médio parece ainda ter bastante lenha para queimar, visto que suas vendas continuam firme e fortes.

Isto levou a alemã a repensar no assunto, dando mais algum tempo até que, enfim, o Classe A encerrasse seu atual ciclo de vida, em 2028. Contudo, apesar do fôlego de mais dois anos, ele deixará sua casa, onde é fabricado desde meados dos anos 90, para ser feito fora da Alemanha. A ideia da Mercedes-Benz é transferir sua produção para Kecskemét, na Hungria, já no segundo trimestre deste ano.

A surpreendente decisão foi anunciada por um porta-voz da Mercedes-Benz em comunicado ao jornal alemão de negócios Automobilwoche. O motivo principal é liberar a capacidade de produção em Rastatt, onde são fabricados hoje os novos CLA e CLA Shooting Brake. Além disso, a fábrica alemã montará a próxima geração do GLA a partir de 2027, oferecendo motores a combustão e também elétricos. Este último substituirá o atual EQA, seguindo a decisão da alemã de deixar sua linha menos confusa.

Quem não terá a mesma sorte é o Classe B. Mescla de hatch com minivan, ele será gradualmente descontinuado e não terá um sucessor direto, já que a alemã planeja deixar o segmento. Com foco nos SUVs, quem deverá ocupar - ao menos em partes - seu lugar deverá ser o derivado do Classe G, que virará uma família de modelos tal qual ocorre com o Bronco na Ford.

Classe A nasceu com proposta de ''popularizar'' a marca

Apresentado ao público no Salão de Genebra de 1997, o Mercedes-Benz Classe A de produção (A-W168) estreou quebrando paradigmas dentro da marca alemã em sua época. Com proposta de ser um carro urbano mais acessível e com chance de vender em volumes altos, ele tinha carroceria mista entre um hatchback e minivan, tendo apenas 3,57 m de comprimento, tração dianteira e motor transversal.

Na época, nasceu com missão de popularizar a marca globalmente, assim como a Audi fez com o A3 e a BMW faria alguns anos depois com o Série 1. Sua importância era tamanha que ele foi, inclusive, um dos primeiros carros da marca feito fora da Alemanha. E seu primeiro destino fora da Alemanha, diga-se, foi no Brasil.

Seus números de venda, entretanto, nunca corresponderam às expectativas da Mercedes-Benz na época. Em parte, mesmo sendo o carro mais barato da alemã, seu preço continuava alto demais, custando o mesmo que um sedã médio equipado da época, como um Chevrolet Vectra, mas também sofria por não trazer o refinamento que os consumidores estavam acostumados a ver em um Classe C e E.

Incompreendido, foi fabricado apenas até o ano de 2005, com cerca de 63.448 unidades. Suas gerações seguintes, já com formato mais tradicional de hatchback, só chegariam por aqui importadas e com posicionamento bem mais premium do que o de outrora.  

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