Citroën Aircross ganha motor do Fiat Argo na Argentina
SUV troca o veterano motor 1.6 de origem Peugeot pelo 1.3 Firefly de 96 cv; mudança pode ter antecipado versão mais barata ao Brasil
O Citroën Aircross acaba de ganhar uma nova motorização na Argentina, ainda que seja bem conhecida dos brasileiros. Trata-se do propulsor 1.3 Firefly aspirado, que está presente na linha Fiat aqui no Brasil. A novidade substituí o antigo propulsor 1.6 16V, oriundo do Peugeot 206 do fim dos anos 1990.
Vale dizer que, no mercado argentino, o antigo propulsor 1.6 16v ainda tinha vida bem ativa na linha de modelos Citroën. Como o país não conta com os incentivos fiscais para modelos 1.0, como no Brasil, muitos modelos mais antigos e até lançamentos mantiveram propulsores maiores e mais antigos em sua gama de opções.
Um destes casos é o VW Tera. No Brasil vendido apenas com a família de propulsores 1.0 MPI e 1.0 TSI, no mercado argentino ainda utiliza o motor MSI 1.6 16V aspirado, de quatro cilindros, 110 cv e 15,7 kgfm – um velho conhecido das linhas Gol, Fox e Polo, aposentado na maioria dos modelos por aqui e hoje presente só na Saveiro por já não atender às regras mais rígidas de emissões para carros de passeio.
Motor 1.6 era carioca
Na linha Citroën, o propulsor 1.6 16V, chamado de EC5JP4 e que é uma evolução do utilizado desde os primeiros C3 e do Peugeot 206, era fabricado em Porto Real (RJ), sendo o que equipava o C3 hatch topo de linha na época de seu lançamento quanto no SUV cupê Basalt em suas versões de entrada e intermediária, reservando o 1.0 T200 somente para as topo de linha no caso do mercado argentino
Já para o Citroën Aircross, a oferta do motor 1.6 aparecia apenas na versão de entrada, a Feel Pack, que também era a única a dispor de câmbio manual de cinco marchas. Além da transmissão mecânica, a versão é bem espartana nos equipamentos, trazendo rodas de aço com calotas de 16" com pneus 205/ 65, ar condicionado com acionamento manual e quatro airbags. Ao menos, a central multimídia de 10'' é de série.
No Brasil só com motores 1.0, Citroën Basalt ainda conta com o 1.6 16v na Argentina
Com a mudança, o Aircross também fica menos potente, passando de 115 cv e 15,3 kgfm de torque para 96 cv e 12,7 kgfm no motor 1.3 Firefly. Em compensação, o novo motor diminuiu o consumo do SUV em todas as situações: 12,2 km/l em uso urbano (contra 10,5 km/l do 1.6), 18,2 km/l em uso rodoviário (contra 17,8 km/l).
E no Brasil?
Ainda que por aqui o SUV tenha sido lançado apenas com o propulsor 1.0 T200, comum também a outros carros do grupo Stellantis, há grandes chances de que o modelo ganhe uma nova opção de entrada também com o motor 1.3 Firefly, mas flexível, como já ocorre nos Fiat Argo e Cronos vendidos no Brasil.
Já flagrado em testes por Marlos Ney Vidal, do Auto Segredos, o SUV rodava sem o característico intercooler da versão turbinada. Ainda segundo Vidal, a unidade vista por ele contava com alavanca de marchas e o mesmo barulho do propulsor de quatro cilindros.
A mudança pode ajudar o modelo a competir com mais argumentos contra a Chevrolet Spin, único modelo com até 7 lugares na mesma faixa de preço, e que conta com o velho conhecido motor 1.8 8v Família I, de manutenção descomplicada e reconhecido por aguentar uso na lida.
Nos Fiat com esse propulsor por aqui, ele rende até 107 cv 13,7 kgfm quando abastecido com etanol. O que ainda não se sabe é se ele seguirá a receita do primo Pulse, que conta com câmbio manual e CVT em suas versões equipadas com este propulsor. A novidade pode estrear como linha 2027.
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