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Citroën Aircross ganha motor do Fiat Argo na Argentina

SUV troca o veterano motor 1.6 de origem Peugeot pelo 1.3 Firefly de 96 cv; mudança pode ter antecipado versão mais barata ao Brasil

Citroën Aircross Shine 7 Turbo 200 2026
Foto de: Citroën

O Citroën Aircross acaba de ganhar uma nova motorização na Argentina, ainda que seja bem conhecida dos brasileiros. Trata-se do propulsor 1.3 Firefly aspirado, que está presente na linha Fiat aqui no Brasil. A novidade substituí o antigo propulsor 1.6 16V, oriundo do Peugeot 206 do fim dos anos 1990.

Vale dizer que, no mercado argentino, o antigo propulsor 1.6 16v ainda tinha vida bem ativa na linha de modelos Citroën. Como o país não conta com os incentivos fiscais para modelos 1.0, como no Brasil, muitos modelos mais antigos e até lançamentos mantiveram propulsores maiores e mais antigos em sua gama de opções.

Um destes casos é o VW Tera. No Brasil vendido apenas com a família de propulsores 1.0 MPI e 1.0 TSI, no mercado argentino ainda utiliza o motor MSI 1.6 16V aspirado, de quatro cilindros, 110 cv e 15,7 kgfm – um velho conhecido das linhas Gol, Fox e Polo, aposentado na maioria dos modelos por aqui e hoje presente só na Saveiro por já não atender às regras mais rígidas de emissões para carros de passeio.

Peugeot 208 Roadtrip 1.6 AT6 2024

Motor 1.6 era carioca 

Na linha Citroën, o propulsor 1.6 16V, chamado de EC5JP4 e que é uma evolução do utilizado desde os primeiros C3 e do Peugeot 206, era fabricado em Porto Real (RJ), sendo o que equipava o C3 hatch topo de linha na época de seu lançamento quanto no SUV cupê Basalt em suas versões de entrada e intermediária, reservando o 1.0 T200 somente para as topo de linha no caso do mercado argentino

Já para o Citroën Aircross, a oferta do motor 1.6 aparecia apenas na versão de entrada, a Feel Pack, que também era a única a dispor de câmbio manual de cinco marchas. Além da transmissão mecânica, a versão é bem espartana nos equipamentos, trazendo rodas de aço com calotas de 16" com pneus 205/ 65, ar condicionado com acionamento manual e quatro airbags. Ao menos, a central multimídia de 10'' é de série.

Citroën Basalt Dark Edition 2026

No Brasil só com motores 1.0, Citroën Basalt ainda conta com o 1.6 16v na Argentina

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Com a mudança, o Aircross também fica menos potente, passando de 115 cv e 15,3 kgfm de torque para 96 cv e 12,7 kgfm no motor 1.3 Firefly. Em compensação, o novo motor diminuiu o consumo do SUV em todas as situações: 12,2 km/l em uso urbano (contra 10,5 km/l do 1.6), 18,2 km/l em uso rodoviário (contra 17,8 km/l).

E no Brasil?

Ainda que por aqui o SUV tenha sido lançado apenas com o propulsor 1.0 T200, comum também a outros carros do grupo Stellantis, há grandes chances de que o modelo ganhe uma nova opção de entrada também com o motor 1.3 Firefly, mas flexível, como já ocorre nos Fiat Argo e Cronos vendidos no Brasil.

Já flagrado em testes por Marlos Ney Vidal, do Auto Segredos, o SUV rodava sem o característico intercooler da versão turbinada. Ainda segundo Vidal, a unidade vista por ele contava com alavanca de marchas e o mesmo barulho do propulsor de quatro cilindros.

Citroën Aircross com motor 1.3 Firefly é testado no Brasil
Fotos de: Autos Segredos
Citroën Aircross com motor 1.3 Firefly é testado no Brasil
Fotos de: Autos Segredos

A mudança pode ajudar o modelo a competir com mais argumentos contra a Chevrolet Spin, único modelo com até 7 lugares na mesma faixa de preço, e que conta com o velho conhecido motor 1.8 8v Família I, de manutenção descomplicada e reconhecido por aguentar uso na lida.

Nos Fiat com esse propulsor por aqui, ele rende até 107 cv 13,7 kgfm quando abastecido com etanol. O que ainda não se sabe é se ele seguirá a receita do primo Pulse, que conta com câmbio manual e CVT em suas versões equipadas com este propulsor. A novidade pode estrear como linha 2027.

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