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Renault testa picape Niagara e SUV Bigster no Brasil; veja o que esperar

Picape derivada do Boreal chegará para competir com Toro e Rampage; Bigster deve gerar motor híbrido para modelos vendidos aqui

Renault teste picape Niagara e sistema híbrido
Foto de: @placaverde

Há alguns dias, revelamos que a Renault estava intensificando os testes de seus novos modelos, em especial a nova linha de SUVs, que deverá dar em algum momento origem ao sucessor do Duster. Enquanto isso não acontece, a francesa continua nos últimos detalhes de sua futura picape intermediária, a Niagara.

Nas fotos que você vê aqui, obtidas pelo @placaverde, é possível notar que a futura rival de Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage já roda com carroceria final, com todas as peças que chegarão a picape que estará disponível nas lojas. O porte também parece muito com o das concorrentes.

Por falar no SUV, a Niagara será basicamente o Boreal picape quando falamos em tecnologias e interior. O mesmo vale para o conjunto mecânico, composto pelo 1.3 turbo, câmbio dupla-embreagem de 6 marchas e, por enquanto, apenas tração dianteira. Sua base RGMP garante o volume e escala de produção para os dois modelos, mas a picape nascerá na Argentina. Em dimensões, a Niagara terá perto dos 5 metros de comprimento e 3 metros de entre-eixos.

Segundo informações, a Niagara poderá conviver com a Oroch, esta produzida no Paraná, posicionada como opção de custo mais baixo e foco no trabalho - hoje, é vendidas nas versões Pro, Intense e Iconic, sempre com o motor 1.6 aspirado e câmbio manual, com preços entre R$ 126.990 e R$ 140.790. Mais uma vez, o lançamento acontece no segundo semestre de 2026.

Renault teste picape Niagara e sistema híbrido
Foto de: @placaverde

Marca também testa primo híbrido do Boreal

A grande surpresa, na verdade, está no flagra de outro modelo que roda ao lado da picape. Falamos do Bigster, SUV médio da subsidiária romena da Renault, e que tem alguns pontos de semelhança tanto com o Boreal, o novo Duster e a nova picape;

Todos eles utilizam plataformas modulares bem semelhantes, o que nos leva a imaginar que a marca pode estar testando, através do Bigster, sistemas híbridos para seus modelos feitos na região. No exterior, o SUV é vendido sempre como híbrido, sendo ele do tipo leve - inclusive com opção de tração integral - ou do tipo pleno.

As opções híbridas leves utilizam sistema de 48v em um motor 1.2 TCe da mesma família do 1.3 turbo utilizado por aqui em Duster e no Boreal, enquanto as com sistema mais completo, que traciona as rodas, utiliza um 1.8 de quatro cilindros, com 16 válvulas e que é alimentado por dois motores elétricos com bateria de 1,4 kWh. Ele é capaz de render 158 cv e 27 kgfm de torque. 

Vale lembrar que o grupo Renault-Geely no Brasil vem investindo em tecnologias do tipo. Em um anúncio de investimentos feito no ano passado, a chinesa garantiu que fará no país o EX5 híbrido plug-in. Do lado Renault, a marca importará em breve o Koleos, do tipo híbrido pleno, mas também já anunciou que planeja fazer eletrificados na região.

Flagra: Geely testa EX5 híbrido plug-in no Brasil

Geely EX5 híbrido 

Foto de: Redação Motor1 Brasil
Renault Koleos Esprit Alpine (2025)

Renault Koleos

Foto de: Motor1 Argentina

Durante entrevista para o Motor1.com Brasil, Ariel Montenegro, CEO do grupo, reforçou ainda que a empresa já desenvolve soluções de eletrificação adaptadas à realidade brasileira, incluindo motores flex híbridos. “Mais de 50% das vendas da Renault na Europa já são híbridas e 20% elétricas. Temos um portfólio sustentável, com carros que despertam desejo. Queremos o mesmo para o Brasil, com uma renovação que vai se acelerar em 2026”, concluiu.

Envie seu flagra! flagra@motor1.com