Volkswagen quer voltar ao TOP 1 das vendas na América Latina
Executivo afirma que novos SUVs, picapes e investimentos bilionários fazem parte da estratégia para ampliar presença regional até 2027
De Lima (Peru) - A Volkswagen definiu uma ambição clara para os próximos anos na região: consolidar sua posição como uma das principais forças do mercado automotivo latino-americano e voltar ao topo das vendas.
A estratégia foi reforçada por Alexander Seitz, chairman da Volkswagen para a América Latina, durante conversa com jornalistas no Volkswagen Road Show Peru, evento que reuniu concessionários e executivos da marca para discutir investimentos, portfólio de produtos e os próximos passos da operação regional.
Galeria: Fábrica Anchieta da Volkswagen chega a 15 milhões de carros produzidos
Segundo o executivo, o crescimento recente da Volkswagen na América Latina mostra que a estratégia adotada pela empresa começa a dar resultados. A marca registrou avanço consistente na região e ampliou sua presença em mercados considerados estratégicos dentro da operação global.
“Queremos ser a marca líder na América Latina. Essa é a nossa ambição”, afirmou Seitz.
O movimento de expansão acontece em um momento de renovação profunda do portfólio da Volkswagen na região. A empresa consolidou 2025 como um ano estratégico de crescimento, registrando aumento de 19% nas vendas regionais, com mais de 38 mil veículos comercializados em diversos mercados latino-americanos.
Galeria: Comparativo VW Tera vs. Fiat Pulse vs. Renault Kardian
Parte desse avanço foi impulsionada pela introdução de novos produtos e pela atualização de modelos importantes dentro da gama da marca. O lançamento do SUV Tera marcou o início de uma nova fase para a Volkswagen na região, funcionando como um produto de alto volume voltado a mercados emergentes e com forte foco em segurança, design e tecnologia.
Ao mesmo tempo, a empresa fortaleceu sua presença no segmento de utilitários esportivos com um portfólio renovado que inclui modelos como Nivus, Taos, Tiguan e Amarok, além da introdução gradual de veículos eletrificados como o ID.4. Esse conjunto de produtos ajudou a Volkswagen a consolidar sua liderança regional no segmento de SUVs e a reforçar sua estratégia de oferecer veículos adaptados às necessidades específicas da América Latina.
Outro pilar importante dessa expansão está nas exportações. A Volkswagen do Brasil ampliou sua presença internacional com crescimento de 29% nas vendas externas em 2025, alcançando mais de 116 mil veículos exportados. Os modelos Polo e Tera foram os principais responsáveis por esse desempenho, com forte demanda em mercados como Argentina, México, Colômbia e Chile.
Galeria: VW Amarok 2027 - Teaser
Para sustentar esse movimento de crescimento, a Volkswagen também colocou em prática um ambicioso plano de investimentos. A empresa anunciou aportes de aproximadamente US$ 3,7 bilhões na região, com previsão de lançamento de 21 novos produtos até 2028, sendo 17 modelos voltados diretamente para os mercados latino-americanos e outros quatro desenvolvidos especificamente para determinados países da região.
Dentro desse cenário, Seitz destacou que a estratégia da Volkswagen envolve uma combinação de desenvolvimento regional, integração industrial e adaptação de tecnologias globais às características locais. O objetivo é garantir que os futuros produtos da marca consigam equilibrar competitividade de preço, inovação tecnológica e identidade de engenharia da Volkswagen.
A América Latina segue sendo uma das regiões mais importantes para o grupo Volkswagen fora da Europa e da China. Para a marca alemã, consolidar sua presença no continente não significa apenas aumentar volume de vendas, mas também reforçar sua relevância estratégica em um mercado que reúne características muito distintas entre si, desde grandes polos industriais como Brasil e Argentina até mercados emergentes com forte crescimento, como Peru, Colômbia e Chile.
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