Changan tem sistema híbrido para disputar com BYD e Geely que faz 33,5 km/l
Chamada de Blue Core Super Engine, sistema da marca promete ter o melhor dos dois mundos
Não é só a BYD que está investindo em sua próxima geração de híbridos e elétricos. A conterrânea Changan, que em breve desembarcará no Brasil pelas mãos do Grupo CAOA, anunciou uma evolução do atual conjunto Blue Core.
Chamado de Blue Core Super Engine, o sistema teve um investimento de 2 bilhões de yuans (na casa do R$ 1,5 bilhão, em cotação atual) e tem foco nos mais de 70 milhões de usuários globalmente que optam por carros a combustão todos os anos. Esse público não abre mão da conveniência de abastecer rapidamente, mas deseja o baixo consumo, o silêncio e a suavidade dos elétricos.
É aí que a novidade entra, prometendo baixar significativamente o tempo de espera de híbridos plug-in e BEVs, hoje principal martírio dos usuários de modelos eletrificados. O esforço exigiu o trabalho de mais de mil engenheiros durante seis anos, que testaram a base por mais de 2 milhões de quilômetros em diversas condições, conseguindo implementar 163 novos avanços técnicos, especialmente em hardware.
Diferente de um híbrido tradicional, a Changan prioriza o propulsor elétrico em uma abordagem que a marca define como “integração inteligente de combustível e eletricidade”. O resultado é um consumo recorde de apenas 2,98 L/100km em ciclo urbano, ou mais de 33 km/l. É com ela que a marca pretende bater o sistema DM-i 5.0 da BYD e o mais recente EM-i da Geely. No entanto, a marca ainda não deixou claro o tamanho das baterias que usará junto ao Blue Core Super Engine.
Fim da ansiedade de carga
A tecnologia Blue Core Super Engine quebra a dependência do "foco no combustível" dos híbridos comuns. Com o uso de baterias menores e mais estáveis, o sistema garante o torque imediato de um elétrico puro, mas mantém a rapidez de abastecimento de um veículo tradicional.
Segundo a fabricante, o conjunto resolve três dores de cabeça do mercado atual: a ansiedade de carregamento, consideravelmente maior do que carros só a gasolina; o medo da falta de autonomia em viagens longas e o custo elevado de baterias grandes demais.
Marca também focará em eletrificados por aqui
Iniciando oficialmente suas atividades no dia 25 de março, a operação brasileira da Changan também focará em modelos híbridos por aqui, ainda que da geração atual. O mais acessível deles será o Uni-T, um SUV com porte de Compass e que, tamanho sua responsabilidade, terá a missão de ser o primeiro produto da chinesa feito em Anápolis, Goiás.
Acima da linha generalista da Changan, haverá ainda os elétricos da Avatr. Com posicionamento ''de Porsche'', como indicam executivos, o primeiro a desembarcar por aqui será o Avatr 11, com preços na casa dos R$ 600 mil. No futuro, a marca também lançará as sub-marcas CS e Deepal.
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