Fiat Fastback Hybrid: como ficou o consumo e desempenho com atualização?
Disponível nas concessionárias, atualização do software atua no sistema eletrificado e gerenciamento do motor 1.0 turbo
Lançado no final de 2024, o sistema híbrido leve (MHEV) da Fiat trabalha com duas baterias de 12V, a principal de chumbo que fica no cofre do motor e uma secundária de íon-lítio localizada embaixo do banco do motorista. O que seria algo novo, causou diversas reclamações de proprietários sobre o funcionamento inconstante da eletrificação.
Lembrando do que se trata, o alternador e motor de partida foram substituídos por um motor gerador elétrico ligado por correia ao virabrequim do motor 1.0 turbo. Esse motor BSG (Belt Starter Generator) auxilia na partida e desligamento do motor a combustão e na assistência das acelerações fornecendo por alguns instantes potência, poupando o trabalho do motor a combustão para uma melhor economia de combustível e na redução das emissões. No início de 2025, entrou em vigor a nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar, o Proconve L8, visando a criação de novas tecnologias e reduzir as emissões de poluentes.
Após alguns proprietários de Pulse e Fastback Hybrid reclamaram ou relatarem dúvidas sobre o sistema de eletrificação, a Fiat disponibilizou uma atualização no gerenciamento do sistema híbrido (E-Assist), ajustando o estado de carga das duas baterias, para diminuir os momentos que o sistema híbrido é desabilitado, fazendo com que o sistema seja acionado mais vezes. Essa atualização é recomendável e de maneira simples e rápida, o proprietário poderá atualizar o sistema em qualquer concessionária da rede.
O que mudou?
Com um Fastback Audace T200 Hybrid já atualizado, testamos em condições de uso normal do dia-a-dia para observar o funcionamento de todo o sistema híbrido-leve. Em uso urbano, o motor 1.0 turbo flex com 125 cv na gasolina e 130 cv no etanol e 20,4 kgfm de torque (com qualquer um dos combustíveis) e cambio automático CVT com simulação de 7 marchas funcionou de forma silenciosa e em faixas de rotação baixa.
No painel é possível acompanhar a eficiência durante a condução, com as informações de regeneração ou uso de energia e o fluxo de energia, como visto em outros veículos com sistemas eletrificados. Mas o que mais chamou a atenção ao dirigir, além de suavidade do conjunto, é o sistema de Start&Stop que, mesmo não podendo ser desabilitado de forma manual, funciona rápido e silencioso, não atrapalhando no uso do dia-a-dia.
Sistema Start&Stop
O Start&Stop, em algumas situações de trânsito parado por muito tempo, ligou o veículo priorizando o conforto dos ocupantes. Outra situação foi quando paramos para o abastecimento, o sistema do Start&Stop entrou em ação e desligou o veículo, só permitindo que a partida do motor seja feita através do botão de ignição por questão de segurança. Após o abastecimento, o veículo levou cerca de alguns minutos, ou melhor, 3,5 km para reativar o sistema. Todas essas situações ocorridas estão descritas no manual do proprietário, como informados abaixo:
Condições que inibem o sistema do Start&Stop, segundo o manual do proprietário:
- inclinação superior ao valor pré estabelecido, para garantir a segurança de funcionamento do sistema;
- motor frio;
- nível da carga de bateria principal abaixo do limite pré estabelecido;
- porta do condutor não estar fechada;
- cinto de segurança do motorista não afivelado;
- climatizador estar no MAX/AC;
- marcha ré acionada;
- reabastecimento recente;
- capô estar aberto ou destravado.
Condições para a repartida do sistema do Start&Stop, segundo o manual do proprietário:
- nível da carga de bateria principal abaixo do limite pré estabelecido;
- depressão do sistema de freio, por acionamento do pedal repetidas vezes;
- veículo em movimento, nos casos de descidas;
- motor desligado por um tempo maior que o pré estabelecido.
Quando o motor é desligado pelo Start&Stop e o motorista desprende o cinto ou abre a porta do motorista, a partida do motor só será feita pelo botão de ignição.
Teste de consumo
Aproveitamos para medir o consumo do Fastback Hybrid com etanol e gasolina, utilizando o mesmo trajeto e condições para simular o uso do dia-a-dia. Em pouco mais de 20 km em trecho urbano com ar-condicionado ligado, fizemos 8,9 km/l com etanol e com gasolina, uma média de 10,1 km/l. Na gasolina, o consumo urbano ficou abaixo do declarado pelo Inmetro, de 12,6 km/l, enquanto com etanol o declarado é de 8,9 km/l, mesmo valor do nosso teste realizado.
No painel, além do consumo, é mostrado também o ganho. Ficou na casa dos 0,34 kWh no trajeto com etanol e 0,37 kWh para o trajeto com gasolina. Esse ganho é quantidade de energia elétrica que o sistema híbrido recuperou e auxiliou no motor a combustão.
No consumo rodoviário com um trajeto de pouco mais de 70 km, também usando as mesmas condições para ambos os combustíveis, e em velocidade entre 100 e 120 km/h, fizemos o consumo médio de 13,4 km/l com etanol e 14,8 km/l com gasolina. O ganho ficou na casa dos 0,42 kWh para ambos os combustíveis. O destaque foi para o bom consumo com etanol, onde o declarado pelo Inmetro é de 9,8 km/l.
Teste de performance
Também realizamos o teste para ambos os combustíveis e em condições iguais. No de 0 a 100 km/h usando etanol, fizemos em 8,41 segundos, e na gasolina, 9,42 segundos. Ja para os testes de retomada de 40 a 100 km/h, o Fastback Hybrid fez 6,5 segundos com etanol e 7,2 segundos com gasolina. Na de 80 a 120 km/h, com etanol, fizemos a tarefa em 6,1 segundos, enquanto na gasolina foram necessários 6,5 segundos.
Após os testes simulando as condições de uso normal, o Fastback T200 Hybrid atualizado mostrou que o sistema híbrido leve (MHEV) funcionou, mas mostra ser um sistema discreto. No monitoramento de painel de instrumentos, foi possível ver a bateria regenerando e seu fluxo durante o uso, assim como a rapidez em desligar e ligar o veículo com suavidade.
Vale lembrar que é um sistema simples por usar uma bateria de ion-lítio de 11 Ah e um motor elétrico de 3 kW (4,1 cv), que trabalha para auxiliar o motor a combustão reduzindo a carga do motor, ganhando em consumo e voltado para atender às normas para redução de emissões. Comparado com com outros veículos na mesma faixa de preço ou com outros sistemas híbridos como o pleno ou plug-in, tem menos impactos nos números de economia e desempenho, mas também podemos definir que é um sistema mais acessível.
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