Primeiro de abril: e se a Tesla fizesse híbridos com motor da BYD?
Nascida como pegadinha, ideia de um Tesla que não seja 100% elétrico poderia ser grande salvação que a empresa de Elon Musk precisa
Já faz muito tempo que a Tesla se estabeleceu como uma marca exclusivamente de elétricos, sendo a principal escolha do tipo por anos nos EUA e na China. A nova concorrência e a queda da demanda por carros 100% EV, no entanto, estão derrubando às vendas - e os lucros - da empresa recentemente.
Mas e se Elon Musk permitisse que a empresa voltasse atrás em sua decisão de oferecer só elétricos puros e tentasse disputar também outros mercados, como o dos carros de propulsão elétrica com extensores de autonomia? O post original que você vê aqui, nascido como uma piada de primeiro de abril lá fora, poderia muito bem dar uma nova guinada para a marca.
Hoje, a gama é limitada a quatro modelos (desconsiderando o táxi autônomo Cybercab), sendo eles Model S, Model X, Model Y, Model 3 e Cybertruck, além de sistemas de recarregamento ultra-rápido. Em breve, esse número diminuirá ainda mais, já que Model S e X estão perto de sua aposentadoria e não têm sucessores diretos previstos, o que também não ajuda.
A saída parece ser uma só: mudar a estratégia. Algo que muitos fabricantes já fizeram, mas que dentro da Tesla parece impossível. A solução seria seguir o mesmo caminho das rivais chinesas e diversificar a oferta apostando também em híbridos ou na tecnologia de extensores de autonomia.
Pensando nisso, Motor1.com pensou em como seria um dos principais carros da marca hoje, o Model Y, com um sistema híbrido. A brincadeira, vinda de fóruns gringos, é daquelas que bem poderiam ser de verdade.
Novas entradas de ar para resfriar o motor a gasolina
Uma variante híbrida ou REEV do SUV manteria o visual do Model Y Performance já vendido hoje, mas com detalhes externos exclusivos. A principal e mais óbvia mudança visual seria a presença de uma nova entrada de ar na porção inferior da dianteira, elemento vital para o arrefecimento do motor térmico que gera energia para a bateria.
O para-choque dianteiro também ganharia aberturas laterais mais amplas, enquanto o para-lama traseiro direito passaria a abrigar a tampa do bocal de abastecimento de combustível. No restante, o estilo seguiria inalterado, preservando as linhas do SUV que, há tempos, ocupa o posto de modelo mais vendido da marca.
As pegadinhas on-line sugerem que Musk poderia buscar justamente em sua maior rival, a chinesa BYD, um propulsor gerador de 1.5 litro, semelhante ao que a marca utiliza em sua linha de híbridos DM-i.
Apesar de soar absurda, a ideia não é tão abstrata assim. A Tesla já utiliza as baterias Blade da BYD em algumas versões do Model Y produzidas na Europa, o que prova que a relação entre as duas gigantes é mais de cooperação do que apenas de disputa.
Além disso, a Tesla não seria a primeira fabricante norte-americana a buscar motores térmicos na China. Gigantes como a Ford e a General Motors possuem parcerias históricas com grupos chineses (como Changan e SAIC) para o desenvolvimento e fornecimento de motores globais.
Em uma eventual virada de estratégia, a Tesla não precisaria obrigatoriamente da BYD. Há diversos fornecedores locais na China. E, embora tudo isso tenha nascido como uma brincadeira de primeiro de abril, em um cenário de vendas em queda e concorrência cada vez mais acirrada, o "impossível" na Tesla pode acabar durando apenas até o próximo hiperfoco de Musk.
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