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Adeus carro 0km? Italianos criam primo do Uno com painel solar que roda 110 km

Você deixaria de comprar um modelo 0km para eletrificar o seu carro atual? Projeto italiano prova que ideia é rentável

Panda NÃO
Foto de: Nova-Energia

Já pensou em dar uma vida nova ao seu carro? Na Europa, transformações do tipo retrofit, que trazem tecnologias atuais a modelos clássicos estão se tornando cada vez mais comuns. O exemplo mais recente disso é o Panda NE, o simpático primo do Fiat Uno original e que foi feito em parceria com a universidade Politecnico di Torino com empresas de energia italianas.

O resultado chamou tanta atenção que já há demanda para que a conversão seja replicada em escala. Afinal, em poucos anos será cada vez mais difícil passar nas duras regras de emissão do continente europeu, algo que vem se espalhando também por outros países.

O mais curioso no entanto é que o projeto não se limita a substituir o motor a combustão. Ele propõe um caminho alternativo para a transição energética - em vez de produzir carros novos, o Panda NE estende a vida útil de um veículo que já 'pagou' sua cota de emissões ao convertê-lo para elétrico.

É uma lógica inteligente de economia circular aplicada ao setor automotivo. O processo reduz drasticamente o correspondente consumo de matérias-primas e elimina o enorme impacto ambiental gerado durante a fabricação de um automóvel zero quilômetro.

Panda NÃO
Foto de: Nova-Energia

Mecânica focada na cidade

O kit de conversão substitui o antigo motor por um sistema elétrico projetado para a cidade. A autonomia oficial passa dos 110 km por ciclo de recarga. O custo para encher a bateria é de três euros, o que equivale a cerca de R$ 17,64 na conversão direta.

Para otimizar o alcance a velocidade máxima do hatch da Fiat é limitada a 90 km/h - não muito diferente do motor original, diga-se - mantendo o espaço para cinco passageiros. A recarga leva quatro horas e meia em uma tomada padrão, dispensando a instalação de equipamentos caros ou infraestrutura dedicada.

Panda NÃO
Foto de: Nova-Energia

Na parte tecnológica o modelo ganhou frenagem regenerativa modulável, permitindo conduzir com apenas um pedal no trânsito. O sistema inteligente oferece funções avançadas comuns a elétricos muito mais caros, incluindo atualizações remotas de software.

Panda NÃO
Foto de: Nova-Energia

O projeto obteve a exigente homologação junto ao Ministério de Transportes da Itália. O carro passou por testes rigorosos de segurança e comportamento dinâmico, garantindo a isenção de taxas e o acesso liberado às zonas de tráfego restrito.

Panda NÃO
Foto de: Nova-Energia

Painel solar garante autonomia extra

Um dos opcionais mais curiosos do projeto é o painel solar flexível de 290 W. A peça desenvolvida pela empresa de energia Solbian possui fixação magnética, o que permite a instalação no capô ou no teto sem uso de ferramentas e sem fazer furos na carroceria do clássico.

O equipamento fotovoltaico com acabamento preto fosco entrega até 15 km de autonomia extra diária nas condições ideais de luz. É um ganho de energia completamente gratuito que ajuda a complementar o alcance do veículo sem precisar plugar na tomada.

Panda NÃO
Foto de: Nova-Energia

Quanto custa a conversão

Por lá, o Panda NE está disponível a partir de 15 mil euros, valor que representa R$ 88.200. A linha conta com quatro configurações diferentes, indo de versões com mecânica revisada até modelos totalmente restaurados e opções com dois lugares para carga.

A nova geração do hatch, em sua configuração elétrica, parte de 23.900 euros, ou cerca de R$ 140.532. Com o tempo, caso a conversão ganhe adeptos, é possível que os preços caiam ainda mais. Vai funcionar? Só o tempo dirá.

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